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terça-feira, 20 de outubro de 2009

O COMODISMO DO INCOMODO

por Solano França
comicjoey@hotmail.com

Hoje acordei me sentindo um tanto quanto diferente. Levantei-me disposto para enfrentar o dia, normalmente como faço a anos. O meu corpo físico parecia funcionar plenamente bem, longe de mim detectar qualquer tipo de moléstia. O que se encontrava fora do parâmetro correto era o nebular de minha mente. Os pensamentos borbulhavam como uma caldeira fumegante, mas vagavam errantes e insípidos. Isso me transtorna de uma maneira tão grande que me dá vontade de explodir! Soa até como tolice tentar redigir com os próprios punhos essa ânsia incomodativa mental, mas escrever foi a estratégia que eu mirabolei para organizar meus pensamentos. Muitos usam a terapia como forma de encarar ou detectar seus medos, outros simplesmente adotam o provérbio popular que diz: "Quem canta seus males espanta!".
Eu escrevo. Bem, isso funciona para mim. Nada contra outros métodos.
O que eu quero é me aliviar de todo enfado que o incomodo traz como bagagem. Como o hóspede indesejado o incomodo vem para ficar. Maldito parasita!!! Se suas intenções ainda fossem simbióticas ainda valia. Mas o que ele quer é nos tirar do sério, senão seria cômodo demais! O triste é que estamos tão acostumados em nos adaptar com situações adversas, que tudo já virou corriqueiro. Nada nos impacta mais. Tudo tem uma certa lógica ou coerência. É mais fácil substituirmos o incomodo por cômodo para nos sustentarmos em nossa habitual situação de conforto. Que tipos de pessoas você costuma se relacionar? Prefere os normais ou os esquisitos? Os introvertidos ou os extrovertidos? A resposta é irredutível, apesar de ser muito pessoal e variar de indivíduo a indivíduo. Encerro o dia com uma historia que me faz refletir muito sobre o cômodo/incomodo.

Em tempos de guerra, um jovem surpreende os pais avisando que se alistaria nas forças armadas para lutar pelo país. Mesmo sendo mais jovem do que a lei exigia como regra para alistamento, o jovem estava decidido em ir para a batalha. Os pais com o coração nas mãos tentaram fazer a cabeça dele, mas nada puderam fazer. Concentiram em deixar o único filho ir para a guerra.

Anos se passaram e as únicas notícias eram estarrecedoras. Os tempos de guerra pareciam se tornar sem fim. A mãe inconsolada se agarrava a foto do filho, o pai desesperado grudava os velhos ouvidos no rádio a espera de notícias.

Em um belo dia, ambos são surpreendidos com o tocar do telefone. O filho estava do outro lado da linha, dizendo que estava retornando para casa, mas tinha que comunicar um fato aos pais.
Um amigo de guerra estava muito ferido, tinha perdido as duas pernas em combate. Ele havia prometido ao amigo cuidar dele, como voto de amizade. Iria voltar para casa com ele!

Os pais falaram: - Mas, filho! Isto é muito complicado. Como vc assume uma responsabilidade dessa? Cuidar de uma pessoa aleijada requer de muito trabalho. E os remédios? E espaço na casa para ele?Não. Isso vai ser um grande incomodo. Vc naum pode trazer seu amigo.

A conversa se interrompe com o silencio. A ligação cai.

Na solidão da noite, o jovem, agora homem, chora. Empunha uma arma voltada para seu próprio corpo deixando cair as muletas. O amigo? Não existia nenhum amigo. Era apenas uma forma que ele criou para sondar os pais. Ele estava sozinho. Preferiu a morte do que ser um incomodo para os pais.
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Crônicas&Desencontros

terça-feira, 7 de julho de 2009

EMPRESA COMUNITÁRIA


IGREJA BATISTA DA SERRA

Por

Robson Rodrigues

2009

apresentação

Dentro do modelo econômico atual em que a competitividade não é por uma conquista do todo, mas de poucos, podemos encontrar a chance de acelerar o processo natural de um desenvolvimento de despertar os valores comunitários sem a “filosofia” de uma responsabilidade social assistencialista e ou mercadológica.

“Uma sociedade cooperativa é uma empresa social que trabalha para o interesse da comunidade como um todo. Esse é o objetivo e essa é a missão de todas as organizações cooperativas... Em todas as etapas, o interesse privado cede seu lugar ao interesse geral.”[1]

A EMPRESA COMUNITÁRIA – EC se propõe ao resgate de empreendimentos estimulados pelo social desenvolvimento da comunidade onde está estabelecida, afim de produzir nas pessoas oportunidades saudáveis, possíveis e práticas, sem destruir sua originalidade e meio ambiente, fundamentada na filosofia e economia comunitária.

“Esta é a única solução que um sistema capitalista tem para os micros, pequenos e médios produtores para sobreviverem junto aos grandes capitais, pois até mesmo os maiores já praticam os conluios, cartéis ou qualquer outra forma de associação no intuito de barrarem a concorrência, cuja verdade, o princípio objetivo é a supremacia do monopólio. Mesmo que uma empresa comunitária, ao nível de cooperativismo, sobreviva mais eficientemente nos países socialistas, do que dentro da estrutura capitalista, também se pode conscientizar seu povo a adotar estes legados fundamentais, que é uma maneira de limitar o crescimento exacerbado de uma estrutura de exploração do homem pelo homem, na demanda de idolatrar a máquina. Esta é a solução mais viável para as crises do terceiro-mundo e, mais ainda, é a solução para que o bem-estar da sociedade seja repartido equitativamente entre todos e, desta forma, ter-se-á minorada a miséria, o analfabetismo e, sobretudo, a desconfiança na economia.”[2]

Para a construção de uma proposta destas, deve-se buscar ações e estímulos para que empreendedores encontrem oportunidades de desenvolver suas comunidades de forma saudável e produtiva para ambos os lados, desviando o foco do lucro pelo lucro para um foco de um lucro como resultado de um desenvolvimento integral e de valores comunitários.

dos ramos de atividades

É ilimitado, sendo possível a qualquer atividade desde que não interfira negativamente no meio-ambiente daquela comunidade local submetida às devidas legislações brasileiras.

Numa EC encontramos certa semelhança nas Cooperativas e nas Empresas Privadas, conforme a figura 1, e a diferença fundamental não estão no sistema jurídico em si, mas na filosofia e economia comunitária adotada, compreendida, assimilada e acordada pela liderança de formação.

Figura 1

Incentivos municipais, estaduais e federais podem contribuir juridicamente para um modelo diferenciado a partir dos lucros obtidos na contrapartida para o desenvolvimento comunitário, sem diluir a sustentabilidade da empresa.

do desenvolvimento comunitário

Em uma proposta de economia comunitária todos ganham através do desenvolvimento integral, daí os incentivos municipais, estaduais e federais ajudarem neste processo de desenvolvimento, sabendo que o maior incentivador é a própria comunidade.

Se considerarmos que a definição do capitalismo que estabelece o lucro pela produção, podemos facultar a produção ao maior valor da sociedade, as pessoas. Mas num capitalismo ultrapassado, que só deu foco no lucro, empobreceu por completo qualquer valor no desenvolvimento social e comunitário, “desprezando” potencial humano pela conquista financeira.

A EC pode influenciar em muitas áreas de desenvolvimento comunitário gerando novos modelos econômicos, estratégicos, profissionais e profissionalizantes, terceiro setor... ... na medida equilibrada e na proporção de lucro.


bibliografia

FILHO, Jones Santos Neves – Empresa Comunitária: um novo modelo para a livre iniciativa, São Paulo, NOBEL, 1985.



[1] FONTE: UMA ECONOMIA COMUNITÁRIA - http://www.eumed.net/libros/2006a/lgs-eps/2a.htm - 6/5/2009 23:11:12

[2] FONTE: UMA ECONOMIA COMUNITÁRIA - http://www.eumed.net/libros/2006a/lgs-eps/2a.htm - 6/5/2009 23:11:12

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O BRASIL PARTIDO EM PARTIDOS

por Robson Rodrigues

Mais complicado fica com o passar dos dias vermos um Brasil mais unido, com pensamentos coesos e com uma visão social coerente e equilibrado.

Sem dúvida, muitos problemas são enumerados e acho que o contrário do que estou apontando não seria a ausência de problemas, diversidade ou mesmo conflitos. Nossa democracia está doente e atribuo como uma das causas OS PARTIDOS políticos, que a meu ver, não estão colaborando para uma democracia, mas para partir nosso país em fatias partidárias.

Diariamente percebo, nos espaços televisivos e em outros meios de comunicação, partidos políticos nos aliciando com promessas partidárias de posições “tão honestas e incríveis”, apresentando soluções para o país, ativados pelas denúncias de governantes atuais, como se todos tivessem as respostas.

JÁ IMAGINOU SE TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS SE UNISSEM PARA UM PAÍS DE TODOS? Estamos fatiando os ideais de um país, partindo através de partidos que, no apelo da democracia, somam rios da Amazônia desmatada e assoreada, árvores destruídas, máquinas públicas pelo nepotismo à custa de uma massa humilde e assalariada que SUSTENTA, não o país, mas as fatias partidárias.

Os valores retroagem à história quando os outros países “desenvolvidos” fatiaram o mundo para construir um “novo mundo”, que nos dias atuais perpetuam o modelo mais retrógrado da humanidade.

Onde estão os valores da democracia que impulsionam valores sociais com educação, distribuição de renda com justiça, valorização da mão-de-obra e do mercado interno, da sustentabilidade e proteção ambiental, de políticas públicas responsáveis, da gestão da saúde mais humana?

Como se não bastasse, nossa autoridade na democracia está sendo corrompida pela nossa anuência pelo descrédito; por achar que não adianta; por um modelo de voto ultrapassado que obriga; por se esconder atrás do poder financeiro; pelos condomínios ainda mais fechados; etc ... O que temos nas mãos para resgatarmos os verdadeiros valores?

Por quais valores queremos lutar?

Sobre estas reflexões simples encontramos a cronicidade da doença partidária em nossa sociedade.

PRECISAMOS DE CURA e a única solução que minha visão míope tem é a de começar nosso resgate através das relações comunitárias que se organizam para um empenho em desenvolver-se a partir dos principais organismos, COMUNIDADE LOCAL.

Esta autonomia é real e possível e pode promover resultados em escalas através de: Plano Diretor de Bairros, Gestão Comunitária, Câmaras Comunitárias de Mediações e Arbitragens, Conselhos de Segurança Comunitária, Empresas Comunitárias...

A utopia é uma alternativa inexistente para uma sociedade pós-moderna.

Robson Rodrigues,
Líder sênior da área pastoral da IBSerra e teólogo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Feirinha do Cônego

comemora neste sábado Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos

O Ministério da Agricultura, em parceria com diversas organizações pelo país afora, está promovendo a quinta edição da Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos, iniciada segunda-feira, 25, e que prossegue até domingo, 31 em quase todos os estados. O objetivo é realizar uma campanha nacional que esclareça a população sobre os benefícios ambientais e nutricionais dos alimentos orgânicos.
Em Nova Friburgo a população também pode participar desse movimento visitando a Feira de Produtos Orgânicos de Nova Friburgo, criada por produtores orgânicos da Região Serrana, incluindo Nova Friburgo, Sumidouro, Bom Jardim e Duas Barras. A conhecida feirinha do Cônego funciona aos sábados, das 7h às 12h, junto ao Grupo de Promoção Humana (GPH), ao lado da Igreja de Sant’Anna.
Quem valoriza a saúde, o meio ambiente e o agricultor familiar, aquele que produz sem destruir a natureza, sem causar queimadas e aumentar o aquecimento global, pode ajudar muito no trabalho de conscientização. Basta consumir os legumes, verduras, frutas, doces, café e muitos outros artigos que são produzidos dentro das normas de certificação da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (Abio), encontrados na feirinha do Cônego.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A BENÇÃO DO SOL

O Sol de cada dia e de cada 28 anos

Mensagem do Rabino Sérgio Margulies


Várias eram as divindades do Egito antigo. Os próprios faraós também eram considerados deuses. Ramsés – o nome do faraó do período do Êxodo, significa filho do sol, sendo o sol uma divindade. O politeísmo idolátrico foi transformado em monolatria, isto é, idolatria de um único deus, pelo faraó Amenófis IV.
O deus monolátrico era o sol. As pirâmides pontudas apontavam em direção ao céu – direcionadas, portanto, para o sol. Da terra, onde eram construídas, seguiam para o céu. O povo de Israel rompeu com este sistema ao buscar a sua
libertação. Seguiram pelo mar que se abriu e pelo deserto. Seu líder, Moshé, subiu ao Monte Sinai. Em seu topo recebeu a palavra divina – a Torá – e a trouxe para ser entregue ao povo que aguardava ao pé
do monte. O contraste é notório: as pirâmides apontam para a suposta
divindade solar, saem da terra e vão para o céu.
A Torá sai das alturas, vem para a terra, e direciona-se para os seres humanos. A pirâmide é a escravidão do vivo para exaltar o morto (faraó), a Torá é a celebração da vida e a rejeição da submissão humana. O sol do período faraônico é deus. Este sol/deus é percebido fisicamente. Já para os seguidores da Tora, o sol é produto da criação de Deus. O Deus Criador não está circunscrito às leis da física. Somente Sua criação pode ser apreciada. O sol é apreciado como um dos símbolos da criação de Deus. Há inclusive uma bênção que expressa esta apreciação e reconhece a grandeza do Criador: a bênção do sol, em
hebraico, birkat hachamá, recitada uma única vez a cada 28 anos.
Um período de 28 anos conclui agora, no próximo dia 8 de abril, antes do início de Pessach. O sol nasce no Leste e se põe no Oeste, mas o lugar exato onde nasce e se põe depende da época do ano. O ano solar é de 365¼ dias ou 52 semanas e 1¼ dia. Este 1¼ dia gera
uma modificação gradativa da posição do nascer e pôr-dosol. Após 28 anos, há uma diferença de 35 dias, isto é, cinco semanas completas, e o lugar do nascer do sol que ocorreu há vinte e oito anos anteriores é restaurado, ou seja, o sol volta a nascer no ponto exato que antes nascera.
Então começa novamente sua trajetória de gradativo deslocamento. No Talmud – coletânea de debates rabínicos – há uma
disputa (mais uma!) de opiniões. Enquanto uns afirmam que o mundo foi criado no mês de Tishrei (quando celebramos Rosh Hashaná) outros são adeptos da opinião de que a criação ocorreu no mês de Nissan (quando comemoramos Pessach). Se seguirmos a opinião de que é em Nissan, o momento em que o sol retorna à sua posição de 28 anos atrás corresponde ao exato lugar que o astro estava no momento da criação divina do mundo. Assim, este momento permite-nos exaltar
a criação do mundo e a nossa parceria com o Criador. Deste modo recitamos Baruch Ata Adonai Eloheinu Melech haolam ossê bereshit - Abençoado sejas Tu, ó Eterno, nosso Deus, Soberano do Universo, que tornas efetivo o processo de criação.
O ser humano livre – em Pessach comemoramos a liberdade – é aquele capaz de encontrar um propósito na vida. Não fica nem subjugado às imposições dos outros, nem perdido sem rumo, desprovido de responsabilidade. O ser humano livre vê sentido em sua existência. Reconhece que está vinculado a algo maior ainda que este algo seja, em vários aspectos, incompreensível. A bênção é a expressão que torna consciente este reconhecimento. A bênção torna tudo e todos dignos de valorização. Ela nos induz a perceber o que existe e ocorre. Algumas bênçãos são diárias, outras ocasionais ao longo do ano. Birkat hachamá é mais rara.

Sua raridade proporciona uma experiência mais intensa: oportunidades não devem ser desperdiçadas na vida. Birkat hachamá, a bênção do sol que volta ao seu ponto de origem, é uma oportunidade para refletirmos sobre como tudo se desloca, modifica, altera, que nada é o mesmo um instante depois e, ao mesmo tempo, tudo pode voltar �
sua essência. Nossa essência, testada na trajetória da vida, pode ser restaurada, os ideais rejuvenescidos e a esperança revitalizada. Volta-se da onde se veio para prosseguir.
Nem sempre temos a chance desta dinâmica. O sol nos confere esta oportunidade, atenta o calendário religioso, a cada 28 anos. Talvez não soubéssemos disso. Agora sabemos. Vale a pena pensar nas outras chances que tivemos e perdemos somente porque não sabíamos… ou porque estávamos escravizados pela inércia.
Chag samêach!

Estimado Robson, Penso ser uma oportunidade singular quando podemos contemplar a D´us vendo uma das suas criações que a cada 28anos, ele, o sol completa um ciclo e volta ao lugar que ocupava quando foi criado por D'us, no quarto dia da Criação.

Eu, estarei Rezando agradecendo a D´us por renovar cada ato da criação e tudo isso na Pascoa/Pêssach.

Nos Sagrados Laços de Fraternidade,
C.Foly

quinta-feira, 2 de abril de 2009

PÁSCOA - Por Claudio Foly

Estimado Robson, Muito Bom dia !!


Como lhe prometi estou postando um artigo com o tema Páscoa.
Partindo da origem o Pêssach e bem como disse a Srª Clecia será eclarecedor.

Suponho que cada um de nós tenha seus próprios candidatos para livros que nos mudaram e nos ensinaram a ver o mundo de maneira um pouco diferente.

Minha escolha seria a Hagadá, o livro que os judeus em todo o mundo estarão lendo em Pêssach, a história do Livro de Shemot que relata como nossos ancestrais, há 33 séculos, foram libertados da escravidão e começaram aquilo que Nelson Mandela chamou de "a longa caminhada para a liberdade". Obviamente, não apenas o lemos, nós o revivemos, comendo o pão ázimo da aflição e as ervas amargas da opressão, e tudo isso tem início com perguntas feitas por uma criança.


E embora pensemos nela como uma história judaica, foi adotada por outros como sua. Quando os americanos conseguiram conquistar sua liberdade dos ingleses, Thomas Jefferson comparou-a ao Êxodo. Quando os afro-americanos marcharam pela liberdade, cantaram as palavras de Moshê: "Deixe meu povo ir." É uma das grandes narrativas de esperança e realmente ajudou a mudar o mundo.
Por quê?

Porque foi a primeira vez que a religião entrou na situação humana como uma voz revolucionária. As religiões do mundo antigo, como seus substitutos seculares de hoje, eram justificativas do status quo.
Explicavam porque os ricos e poderosos tinham de ser ricos e poderosos. O Êxodo disse o contrário. O poder supremo entra na história para resgatar os indefesos. O D'us de toda a humanidade nos pede para garantirmos liberdade e dignidade para todos os seres humanos. Acima de tudo Ele nos ordena a amar o estrangeiro, porque nossos ancestrais certa vez foram estrangeiros numa terra que não era a deles.


O que me assombra neste Pêssach é como a humanidade está se saindo mal no Século XXI. A religião ainda hoje está sendo usada como uma desculpa para a violência e derramamento de sangue. Mesquitas, sinagogas, templos hindus e santuários budistas ainda são atacados. As pessoas ainda odeiam em nome do D'us do amor, matam em nome do D'us da vida, e praticam a crueldade em nome do D'us da compaixão. Pergunto-me se o próprio D'us não chora ao ver as maldades cometidas em Seu Nome.


Pêssach tem início com estas palavras: "Este é o pão da aflição que nossos ancestrais comeram no Egito. Venham todos que estão famintos e comam."


A liberdade começa quando partilhamos nosso pão com outros. Uma história simples, porém ainda com o poder de mudar o mundo.


Nos Sagrados Laços de Fraternidade,


Claudio Foly

Rações Foly

sexta-feira, 27 de março de 2009

DIRETO DA CMNF

INFORMAÇÕES DOS VEREADORES SOBRE SUAS PROPOSIÇÕES PARA O BAIRRO DO CASCATINHA

ORDEM DO DIA DA REUNIÃO DE 03 DE MARÇO

DE REINALDO RODRIGUES:

(111/09) – Alargamento da Ponte na Rua Francisco Almeida Sobrinho - Cascatinha.

ORDEM DO DIA DA REUNIÃO DE 26 DE FEVEREIRO

DE LUCIANO FARIA:

(111/09) – Alargamento da Ponte na Rua Francisco Almeida Sobrinho - Cascatinha.

(066/09) - Reurbanização da Praça Protásio Correa da Silva, incluindo a construção de um parque - Cascatinha.

quarta-feira, 25 de março de 2009

PÁSCOA OU CHOCOLATE?

Esta é a semana da corrida popular ao chocolate, ao ovo mais bonito, enfeitado e principalmente GOSTOSO. As indústrias estão investindo pesado e com uma criatividade admirável. Fica até parecendo que o chocolate tem sabor melhor nesta época!
Infelizmente, comemorações fantásticas como a Páscoa e o Natal se tornaram sinônimos de COMPRAR brinquedos, flores e enfeites, chocolates… O interessante é que os nomes dos festejos permanecem, só os significados estão sendo distorcidos.
Mas vamos entender o que significa PÁSCOA?
Páscoa significa “passando por cima”, “passando adiante”, referindo-se ao momento em que Deus, no Antigo Testamento, libertou o povo hebreu da escravidão do Egito, através de uma marca de sangue feita na porta de cada casa, onde o morador acreditava em Deus.
No Novo Testamento, a Páscoa é o dia em que JESUS CRISTO promove a MAIOR DAS OBRAS DE DEUS para o Homem: a SALVAÇÃO. Abre-se, na Páscoa, através da ressurreição de Jesus Cristo, a possibilidade de cada pessoa ser recebida por Deus como JUSTIFICADA, SARADA, RESTAURADA e passar a viver uma VIDA ETERNA cheia de sabor, enfeites, novidades, beleza, satisfação, prazer, enfim, plena.
Se você quer celebrar a verdadeira Páscoa em sua vida, você precisa conhecer JESUS CRISTO e aceitá-lo como seu SALVADOR.
Querendo saber mais a respeito desse assunto, faça contato com a gente.

Robson Rodrigues

Drogas, Deus, Igreja e Ser

“O único mundo atraente a ponto de ser substitutivo da droga é onde eu, o outro e nossos sonhos somos valorizados.” – disse um doutor em ciência social em evento recente.
Sendo assim, concluo: o único mundo que alguém ousaria priorizar diante das drogas é um em que o homem ou mulher valem o máximo: a vida do Filho de Deus. Não qualquer deus, Deus. O Deus que criou a humanidade para usufruir da sua companhia num mundo super bem pensado. O Deus que traduz a companhia de um pai que não precisa ser esquecido para dar lugar à identidade pessoal de cada um de nós, já que nos serve de espelho eterno. Deus, diferente de tudo que possamos, humanos, criar para fugir à destruição sócio-relacional que produzimos, é amor. Amor, ato de vontade, que demonstra, mais que tudo, o cumprimento, a largura, o poder inatingível, indizível, inigualável, inimaginável, de Seu Poder.
Voltando a dar atenção aos estudiosos do “problema das drogas” e suas conseqüências sociais, ouço afirmá-los: “O problema das drogas é de Deus!” Interessante...
Que incrível! O tal “problema das drogas” é de Deus, Cristo, já que é quem se oferece para assumi-lo ao propor vida no único mundo com qualidades suficientes para ser substituto de qualquer fuga da realidade. Por conseqüência, o “problema das drogas” é da igreja, corpo de Cristo, que, se agir, fará milagres maiores que os observados à época de Jesus Cristo, que parece ser o que todos esperam.
E aí, igreja, faremos algo para solucionar o “problema das drogas”?! Eu digo não e vou explicar porquê: este não é o foco. Não existe “problema das drogas” em si mesmo. As drogas podem causar problemas ou ajudar a resolver muitos, de acordo com quem as manuseia. Pois é... Deus já disse: o problema está no ser.
Igreja, se realmente adotarmos a missão que Deus nos aponta, todo homem ou mulher descobrirá que temos a solução para seus problemas existenciais e uma proposta de mundo sadio e produtivo, onde todos têm lugar específico e cada um é insubstituível. Pronto, ninguém precisará de drogas... Igreja, a demanda existe, vamos ofertar o que vivemos! A propósito... vivemos??!

Robson Rodrigues, pastor
Igreja Batista da Serra
www.ibserra.org.br

ARTIGOS DOS BAIRROS

Você que é morador do eixo Cônego e Cascatinha pode enviar seu artigo para peg_brasil@yahoo.com.br para ser publicado.

Lembramos sempre que o anonimato é vedado e que seu artigo só será permitido após o seu cadastramento.



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